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O processo AQUA e o novo consumidor

Por 13 de junho de 2017 Nenhum Comentário
Processo AQUA

O Processo AQUA-HQE é uma certificação internacional da construção sustentável desenvolvido a partir da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité Environnementale).

O processo de certificação traz exigências de um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) que permitem o planejamento, a operacionalização e o controle de todas as etapas de seu desenvolvimento, partindo do comprometimento com um padrão de desempenho definido e traduzido na forma de um perfil de Qualidade Ambiental do Edifício (QAE). E daí que vem a sigla AQUA e não apenas de água, como muitos às vezes confundem.

Além do estabelecimento de um sistema de gestão específico para o empreendimento, o empreendedor deve realizar a avaliação da qualidade ambiental do edifício em pelo menos três fases: Pré-projeto, Projeto e Execução; e na fase pré-projeto da Operação e Uso. Cada fase passa por um processo de auditoria que é acompanhado pela Fundação Vanzolini, responsável pela emissão de certificado.

O primeiro empreendimento da Tarjab em que a busca pela Certificação AQUA tornou-se um compromisso firmado com o cliente, foi o Scenarium Braz Leme, na Casa Verde.

Nele, foi contratado um projetista responsável pela especificação e posicionamento de luminárias e lâmpadas nas áreas comuns. Esse projeto é importante para garantir um correto dimensionamento – sem desperdícios de energia- das condições ideais de iluminação artificial para cada ambiente da área comum. Também privilegiou-se o emprego de alternativas que visassem redução de consumo de energia e impacto ambiental decorrente do descarte, como lâmpadas LED e sensores de presença.

As áreas comuns ajardinadas do empreendimento foram equipadas com sistema automatizado de irrigação. Por meio deste sistema, é possível reduzir o consumo de água com a irrigação do volume estritamente necessário de água demandada pela vegetação. Em caso de chuva, sensores são responsáveis para determinar a irrigação ou não da vegetação. Além disso, há um potencial de redução de custo de manutenção do condomínio pela não necessidade de contratação de mão de obra para realização deste serviço.

O concreto empregado para estrutura utilizou cimento do tipo CPIII. Este tipo de cimento gera menor impacto ambiental, por aproveitar resíduo da indústria siderúrgica, sem comprometer o desempenho estrutural.

O emprego de soluções para redução do consumo (arejadores, bacia com duplo acionamento e restritores de vazão) nas unidades habitacionais, são responsáveis por uma economia potencial total de 13267,60 m³/ano. Isso equivale a uma economia de 5,3 piscinas olímpicas por ano!

Projetar um empreendimento com, vamos por assim dizer, uma “pegada sustentável” não é mais um modismo da construção civil, mas uma premissa na elaboração de qualquer projeto de uma incorporadora comprometida com as necessidades de seus clientes.

O público consumidor está se conscientizando que a sustentabilidade do empreendimento só é possível se a edificação atender aos requisitos de desempenho considerando a utilização racional de recursos. Com o aumento dessa conscientização e a escassez cada vez maior de recursos para construção, em breve não será possível pensar na construção e no uso da edificação sem aplicar os conceitos de construção sustentável.

Aprimorar processos, certificar-se e construir com sustentabilidade é garantir o nosso futuro e o das futuras gerações.

Alex Takashi

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